Minha alma é uma máquina de histórias
Minha mente que se afunda profundamente
No meu coração perdido de mim…
Em algum lugar por aí em alguma luz
Em alguma neblina, chuva ou no amor de minha vida…
Preciso colocá-lo sempre de volta no lugar
Ensiná-lo a respirar, a aceitar e mudar.
Mesmo quando eu não conseguir escrever
Mas sim deixá-lo falar e gritar…
Recitar, se revoltar, chorar, sofrer… Viver.
E no papel reviver tudo, renascer…
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Maldita máquina de escrever.
Ficamos nos encarando
Em todo lugar…
Ela me fita parece que me seduz e ela diz nos meus olhos:
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- Você não sabe o que falar…
Você não sabe nem me usar…
Mero escritor, um normal não me faltaria
Com tanto respeito amor e falta de prática,
Deveras difícil tal língua, que insiste em não me decifrar?
Na verdade agradeço-te que não me usas com tanto êxito, seria desagradável
Usar tal veneno em meu corpo sinto falta da poesia,
Da arte e da loucura, histórias tristes, suspenses e romances.
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Não sujes meu papel em vão,
Não desgastes minhas teclas
Não faça barulhos de minhas teclas apenas no ritmo
De seu coração na madrugada solitária…
Tenha competência e, por favor, liberte-se.
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Como se ela fosse o escritor
E eu a máquina, ela me dominando
E escrevendo em mim.
Eu rio na cara das palavras
Elas me desgastam.
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Ela tem razão…
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Como ela me conhece tão bem?
Talvez eu não saiba usá-la mesmo…
Adequadamente, como um escritor normal
Mas quem disse que sou normal?
Nem mesmo ela disse o que sou…
Como se inspiração fosse hipocrisia.
Devia jogá-la ao mar.
Mas ao mesmo tempo agradeço-a
É minha eterna companhia, minha confissão viva.
Criadora de meu legado, ou serias apenas uma máquina?
Sou tão nostálgico… Maldita tecnologia.
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Eu devia tomar uma cerveja com ela…
Ver se brota umas palavras, se nasce uma crônica…
Antes que eu a quebre em vários pedaços
Como um coração quando se apaixona…
E também quebro suas palavras e suas frases de efeito sem memória
Ou sentimento…
Escrevo o silêncio em ti, preciso viver e amar
Sentir, sofrer e chorar antes de escrever
Senão de resto seria total luxúria e meras palavras
Em uma imensidão branca, vocábulo pequeno.
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A poesia oculta em suas teclas de sinfonia…
Meu coração lembrando-se do brilho dos olhos
Daquela que mexe com meu ser, sanidade perdida no luar
Valor e liberdade pelo vento á assoprarem perdidamente
Na minha mente que escreve infinitamente com tamanho do tempo
Sem razão para loucuras rotineiras apenas simplicidade
Com um drinque de paz e caos
Vamos fazer amor e pare de me encarar.
Marcos Guzzardi